Utopia cicloecológica

31 08 2009

Uma charge bacana pra fechar o mês e saudar Setembro, mês do Dia Mundial sem Carro (22/09).

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Bike Trial

30 08 2009

Esse vídeo foi uma dica do meu Tio Zé. O Trial é uma modalidade de ciclismo (e também de motociclismo) na qual deve-se transpor obstáculos de diversos níveis de dificuldade com as magrelas. Esses obstáculos podem ser aproveitados da própria arquitetura das cidades (como no vídeo) ou circuitos construídos e adaptados para competições. As bikes são mais do que especiais, com amortecimento reforçado, freio a contra-pedal (que possibilita a pedalada em “marcha ré”), sem selim ou com este muito baixo. Esse vídeo é simplesmente impressionante. Imagino quanto treino e quanta coragem pro camarada fazer isso que ele faz. Lembrou le parkour, só que de bicicleta.





Personagens

26 08 2009

Na Feira de Artesanato da Avenida Afonso Pena, em Belo Horizonte… Chamando a atenção de quem por lá passava. Inclusive a minha.

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Pedalando na chuva

25 08 2009

Depois de 56 dias sem ver uma gota d’água, começou a chover em BH. Chuva fraca, as vezes ficando uma leve garoa, outras aumentando um pouco mais. Hoje foi um dia desses. Pedalei a tarde e ao sair pro trabalho o tempo estava uma incógnita: nublado em alguns lugares, parecendo que ia abrir em outros… Depois de alguns minutos numa análise metereológica-espiritual (talvez muito parecida com a da previsão do tempo oficial) proferi um “acho que dá” como veredito final para minha ida ao trabalho. Como medida de precaução apenas calça ao invés de bermuda e uma blusa de manga comprida, pois além da possível chuva a temperatura caiu um pouco por aqui.

Pedalar na chuva é para mim, e acho que para muitos, uma experiência para a qual deve-se estar disposto. Já pedalei debaixo de temporais com sorriso no rosto. Outras vezes, emburrado com uma chuva fraca e fria que me molhava. Existem algumas estratégias para quem quer pedalar na chuva, seja por vontade ou necessidade, e que obviamente queira evitar o encharcamento.

A primeira delas é a vestimenta. Eu pedalo com calça de ciclismo e meia. A depender da intensidade da chuva, aumento uma ou duas camadas de roupa, de preferência de tecidos que secam rápido (tactel e outras fibras sintéticas). Mas bom mesmo é usar uma capa, ou jaqueta, daquelas de motoqueiro, que tem até fita reflexiva atrás. Meu cumpadre Barba tem uma dessas, e eu hoje me lembrei que já passou da hora de comprar uma. Alguns usam a tática da sacola de supermercado no tênis pra não encharcar, o que não é meu caso, devido especialmente aos paralamas.

Os paralamas: esses sim merecem destaque. Depois que pedalei com eles, não abro mais mão. São maravilhosos, evitam que a roda traseira jogue água suja, lama e afins nas costas, deixando aquela listra de sujeira na camisa/mochila. A roda dianteira também espirra água pra cima, e os paralamas mais uma vez são uma mão na roda. Pode chamar de “tiozão”, dizer que a bike fica feia… o lance é a funcionalidade.

Perto da hora de voltar pra casa, ainda no trabalho a chuva caiu forte. Procurei não me preocupar muito. Depois de meia hora de pancada, novamente a chuva fraca e fina. Meu instinto metereológico (dessa vez) havia acertado! Voltei tranquilo pra casa, e o pouquinho de água que peguei logo se secou.

É claro que vale o alerta: andar de bicicleta na chuva exige atenção redobrada. O asfalto fica escorregadio, e no caso de pedalar a noite, as luzes refletem no asfalto molhado e diminuem a visibilidade de ceguinhos como eu. Além disso, o sistema de frenagem da bike fica alterado, geralmente menos eficiente devido ao encharcamento das rodas, pastilhas de freio etc.





Corrida Maluca

24 08 2009

Nessa o blog ainda não tinha entrado, mas é um dos assuntos que gosto: os games. Meu irmão me apresentou o jogo Cyclomaniacs. Pra quem curte, e diversão garantida. São 20 personagens com as magrelas mais inusitadas numa disputa estilo “Corrida Maluca” (o famoso desenho da Penélope Charmosa, Dick Vigarista, o impagável cachorro Mutley, entre outros). Iniciando com Robotjam, um robô ciclista, você vai liberando novos personagens e fases ao completar os “achievements”, fazendo séries de truques, manobras ou desempenho específico para cada corrida. Outro detalhe desse cuidadoso jogo: cada bike representa um desempenho diferente em velocidade, manobras etc. O jogo é grátis e está disponível no site Kongregate. Pra jogar, basta clicar aqui.

Abaixo fotos de alguns ciclistas e suas magrelas. Já tô com os dedos doendo de tanto jogar. rsrsr

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Falando em bicicletários…

23 08 2009

…veja o que a falta de um deles pode causar. Tirei a foto hoje (domingo) na Feira de Artesanato da Av. Afonso Pena. A magrela, provavelmente de um trabalhador da feira, está estacionada no bicicletário improvisado: as grades do Parque Municipal.

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O porto seguro das bikes

22 08 2009

Sempre que saio para fazer algum serviço na rua é a mesma coisa. Achar uma árvore, ou lixeira, grade ou similar pra prender a bike. Algumas vezes acho fácil mas em outras, a tarefa as vezes é difícil. Sem contar o “medinho” e a preocupação com a segurança da bicicleta. Tudo isso porque não são espaços apropriados. Quem já usou sabe: nada como um bicicletário para estacionar as magrelas. Em BH alguns estão sendo instalados. Na Pampulha, em frente à igreja de São Francisco (foto, que leva para a reportagem no site da BHTRANS); na Savassi, em frente ao Mac Donalds e na Rua Ceará ao lado do restaurante popular.

Mas os bicicletários podem ser iniciativas de empresas e estabelecimentos em geral. Já usei deles na faculdade, numa academia onde trabalhei e agora no emprego atual, Aliás, um senhor bicicletário. Em área exclusiva, com segurança e capacidade pra 25 bikes. E pouco a pouco as pessoas vão usando. No começo minha bike ficava lá sozinha. Agora, mais ou menos 12 pessoas utilizam o bicicletário ao longo do dia. Ciclistas e as bikes agradecem.

Joelma e as amigas no bicicletário

Joelma e as amigas no bicicletário





Problemas e soluções…

20 08 2009

Como diz a propaganda são as perguntas que movem o mundo… então vou dividir com vocês algumas perguntas que me fiz e as soluções que cheguei…

Como já foi mencionado pelo André em um post anterior, a Clementina (minha companheira de duas rodas) ganhou uma garupa e um alforge. Mas isso foi a custa de muito pensar sobre a melhor forma de adaptar em uma MTB esses acessórios. Falo isso pois esse tipo de bicicleta não apresenta em sua estrutura os locais necessários e próprios para a fixação de bagageiros. Lembro-me quando fui montar Clementina uma das coisas que mais ouvi foi: “você tem que saber qual vai ser a utilidade que dará a bicicleta…” ( não é mesmo André). Então, já fica de cara essa dica pra quem tá pensando em trocar de bike ou comprar uma.

A Clementina é uma MTB clássica que será usada para cicloviagens, logo é necessário o bagageiro e alforges. Seu quadro foi escolhido pela resistencia e leveza típica desse tipo de bike, o que me porporcionaria maior conforto na pedalada. Mas antes de gozar desse conforto esse quadro me fez quebrar a cabeça, na hora da adaptação tive uns probleminhas que vou mostrar como resolvi.

Fui a bicicletaria e conversei com o vendedor sobre a possibilidade de colocar o bagageiro na MTB, primeiro tentativa de desencorajamento foi pela questão estética (que merece um post só para ela),  a segunda foi pela falta de local para prendê-lo.  Mas o vendedor deu uma dica importante, suas palavras foram: “arrume um jeito de prender, mas evite a blocagem” (blocagem é o parafuso que prende a roda atráves de um sistema de pressão, muito usado nas bikes mais novas) -  a blocagem já suporta o peso do corpo do cilista e um acréscimo direto de carga nesta região poderia diminuir a vida útil do sistema: cubo e blocagem.

Está desenhado o primeiro desafio: fugir da blocagem. Do lado esquerdo havia os buracos no quadro para a clocação do sistema de freio a disco – maravilha, seria este o local para fixar. Mas e o lado direito? Já tinha o cambio… passa o cabo que tensiona a troca de marchas…  não havia lugar!

A única solução seria um bom e velho RTA (recursto técnico alternativo) e nesta campanha eu utilizei dois RTA’s:

Os RTA's - por favor não é ganbiarra. rs

RTA 1-  duas braçadeiras juntas  (para aumentar a resistencia) que prendem cano de 1/2 polegada para abraçar o quadro, R$0,50 cada. Protegi a região com um pedaço de câmara de ar, o que ainda ajudou para aumentar a aderência das braçadeiras. E assim apareceu um suporte, na mesma altura do lado esquerdo, que me daria a possibilidade de prender a base do bagageiro. (ver foto)

Pronto, a base estava pronta. A parte superior do bagageiro se prendia em dois furos que já haviam no quadro.

Ao pedalar com o bagageiro e o alforge tive a preocupação de olhar a distância deste último para o perímetro que o movimento do meu pé faria, mas não me preocupei com o lugar onde ele estaria em relação a roda.  Resultado: por umas 3 vezes parei durante a pedalada para desagarrar o alforge da roda, isso ainda me custou uma roda traseira empenada.

Desafio 2 – uma haste de proteção para o alforge não se prender na roda.  Solução : RTA2.

RTA 2 – uma haste em formato de V que segura paralamas de bicicletas barra forte (me custou R$2,50), dois parafusos com ruelas e uma forcinha para dobrar a haste. Prendi uma das extremidades da haste na parte de baixo do bagageiro do lado esquerdo e do direito, e o vértice na parte superior.

Problemas resolvidos, agora é pedalar sem preocupação.  Vejam o resultado final:

Clementina com bagageiro e alforge - pronta pra viajar

Clementina com bagageiro e alforge - pronta pra viajar

ps.: vale destacar que no caso de Joelma (a bike do André) não houve necessidade de nenhuma dessas adaptações. Por ser uma bicilcleta projetada para o cicloturismo ela já veio de fábrica com todas esses “problemas” pensados e resolvidos. Por isso vale falar novamente, quando for comprar uma magrela: “você tem que saber qual vai ser a utilidade que dará a bicicleta…”

Barba, paz.





Na zona rural

20 08 2009

êeee mundo véio com portêeera!

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SONHO BEM PERTO…

18 08 2009

Não há uma vez que eu e o André nos encontramos para pedalar que não mencionamos sobre a tão sonhada viagem pelo caminho velho da Estrada Real. Na verdade nossas pedaladas são uma espécie de preparação disfarçada de lazer, ou um lazer que pode vir a ser uma preparação para fazer esse percurso, não sei bem como definir.. rs Mas quem sabe no fim do ano estaremos lá.

Mas o fato é que vislumbrar a possibilidade de percorrer esse caminho me anima a cada dia.  E para tentar mostrar para nossos queridos amigos leitores deste blog o que me encanta nessa “loucura” – como varios já se referiram  – de 600km, vai o video de uma reportagem feita por Antonio Olinto Ferreira pela Estrada Real – de Paraty à Ouro Preto. Vale a pena conferir o site deste adepto da bike que já deu a volta ao mundo em cima de duas rodas   (www.olinto.com.br ) – para mais informações sobre essa odisséia aguarde nossa próxima dica de livro.

Enquanto isso deliciem-se com essa reportagem que ficou mto bacana.

PARTE I

PARTE II

PARTE III

Barba, paz.