Utopia cicloecológica

Uma charge bacana pra fechar o mês e saudar Setembro, mês do Dia Mundial sem Carro (22/09).

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Bike Trial

Esse vídeo foi uma dica do meu Tio Zé. O Trial é uma modalidade de ciclismo (e também de motociclismo) na qual deve-se transpor obstáculos de diversos níveis de dificuldade com as magrelas. Esses obstáculos podem ser aproveitados da própria arquitetura das cidades (como no vídeo) ou circuitos construídos e adaptados para competições. As bikes são mais do que especiais, com amortecimento reforçado, freio a contra-pedal (que possibilita a pedalada em “marcha ré”), sem selim ou com este muito baixo. Esse vídeo é simplesmente impressionante. Imagino quanto treino e quanta coragem pro camarada fazer isso que ele faz. Lembrou le parkour, só que de bicicleta.

Personagens

Na Feira de Artesanato da Avenida Afonso Pena, em Belo Horizonte… Chamando a atenção de quem por lá passava. Inclusive a minha.

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Pedalando na chuva

Depois de 56 dias sem ver uma gota d’água, começou a chover em BH. Chuva fraca, as vezes ficando uma leve garoa, outras aumentando um pouco mais. Hoje foi um dia desses. Pedalei a tarde e ao sair pro trabalho o tempo estava uma incógnita: nublado em alguns lugares, parecendo que ia abrir em outros… Depois de alguns minutos numa análise metereológica-espiritual (talvez muito parecida com a da previsão do tempo oficial) proferi um “acho que dá” como veredito final para minha ida ao trabalho. Como medida de precaução apenas calça ao invés de bermuda e uma blusa de manga comprida, pois além da possível chuva a temperatura caiu um pouco por aqui.

Pedalar na chuva é para mim, e acho que para muitos, uma experiência para a qual deve-se estar disposto. Já pedalei debaixo de temporais com sorriso no rosto. Outras vezes, emburrado com uma chuva fraca e fria que me molhava. Existem algumas estratégias para quem quer pedalar na chuva, seja por vontade ou necessidade, e que obviamente queira evitar o encharcamento.

A primeira delas é a vestimenta. Eu pedalo com calça de ciclismo e meia. A depender da intensidade da chuva, aumento uma ou duas camadas de roupa, de preferência de tecidos que secam rápido (tactel e outras fibras sintéticas). Mas bom mesmo é usar uma capa, ou jaqueta, daquelas de motoqueiro, que tem até fita reflexiva atrás. Meu cumpadre Barba tem uma dessas, e eu hoje me lembrei que já passou da hora de comprar uma. Alguns usam a tática da sacola de supermercado no tênis pra não encharcar, o que não é meu caso, devido especialmente aos paralamas.

Os paralamas: esses sim merecem destaque. Depois que pedalei com eles, não abro mais mão. São maravilhosos, evitam que a roda traseira jogue água suja, lama e afins nas costas, deixando aquela listra de sujeira na camisa/mochila. A roda dianteira também espirra água pra cima, e os paralamas mais uma vez são uma mão na roda. Pode chamar de “tiozão”, dizer que a bike fica feia… o lance é a funcionalidade.

Perto da hora de voltar pra casa, ainda no trabalho a chuva caiu forte. Procurei não me preocupar muito. Depois de meia hora de pancada, novamente a chuva fraca e fina. Meu instinto metereológico (dessa vez) havia acertado! Voltei tranquilo pra casa, e o pouquinho de água que peguei logo se secou.

É claro que vale o alerta: andar de bicicleta na chuva exige atenção redobrada. O asfalto fica escorregadio, e no caso de pedalar a noite, as luzes refletem no asfalto molhado e diminuem a visibilidade de ceguinhos como eu. Além disso, o sistema de frenagem da bike fica alterado, geralmente menos eficiente devido ao encharcamento das rodas, pastilhas de freio etc.

Corrida Maluca

Nessa o blog ainda não tinha entrado, mas é um dos assuntos que gosto: os games. Meu irmão me apresentou o jogo Cyclomaniacs. Pra quem curte, e diversão garantida. São 20 personagens com as magrelas mais inusitadas numa disputa estilo “Corrida Maluca” (o famoso desenho da Penélope Charmosa, Dick Vigarista, o impagável cachorro Mutley, entre outros). Iniciando com Robotjam, um robô ciclista, você vai liberando novos personagens e fases ao completar os “achievements”, fazendo séries de truques, manobras ou desempenho específico para cada corrida. Outro detalhe desse cuidadoso jogo: cada bike representa um desempenho diferente em velocidade, manobras etc. O jogo é grátis e está disponível no site Kongregate. Pra jogar, basta clicar aqui.

Abaixo fotos de alguns ciclistas e suas magrelas. Já tô com os dedos doendo de tanto jogar. rsrsr

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Falando em bicicletários…

…veja o que a falta de um deles pode causar. Tirei a foto hoje (domingo) na Feira de Artesanato da Av. Afonso Pena. A magrela, provavelmente de um trabalhador da feira, está estacionada no bicicletário improvisado: as grades do Parque Municipal.

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O porto seguro das bikes

Sempre que saio para fazer algum serviço na rua é a mesma coisa. Achar uma árvore, ou lixeira, grade ou similar pra prender a bike. Algumas vezes acho fácil mas em outras, a tarefa as vezes é difícil. Sem contar o “medinho” e a preocupação com a segurança da bicicleta. Tudo isso porque não são espaços apropriados. Quem já usou sabe: nada como um bicicletário para estacionar as magrelas. Em BH alguns estão sendo instalados. Na Pampulha, em frente à igreja de São Francisco (foto, que leva para a reportagem no site da BHTRANS); na Savassi, em frente ao Mac Donalds e na Rua Ceará ao lado do restaurante popular.

Mas os bicicletários podem ser iniciativas de empresas e estabelecimentos em geral. Já usei deles na faculdade, numa academia onde trabalhei e agora no emprego atual, Aliás, um senhor bicicletário. Em área exclusiva, com segurança e capacidade pra 25 bikes. E pouco a pouco as pessoas vão usando. No começo minha bike ficava lá sozinha. Agora, mais ou menos 12 pessoas utilizam o bicicletário ao longo do dia. Ciclistas e as bikes agradecem.

Joelma e as amigas no bicicletário

Joelma e as amigas no bicicletário

Problemas e soluções…

Como diz a propaganda são as perguntas que movem o mundo… então vou dividir com vocês algumas perguntas que me fiz e as soluções que cheguei…

Como já foi mencionado pelo André em um post anterior, a Clementina (minha companheira de duas rodas) ganhou uma garupa e um alforge. Mas isso foi a custa de muito pensar sobre a melhor forma de adaptar em uma MTB esses acessórios. Falo isso pois esse tipo de bicicleta não apresenta em sua estrutura os locais necessários e próprios para a fixação de bagageiros. Lembro-me quando fui montar Clementina uma das coisas que mais ouvi foi: “você tem que saber qual vai ser a utilidade que dará a bicicleta…” ( não é mesmo André). Então, já fica de cara essa dica pra quem tá pensando em trocar de bike ou comprar uma.

A Clementina é uma MTB clássica que será usada para cicloviagens, logo é necessário o bagageiro e alforges. Seu quadro foi escolhido pela resistencia e leveza típica desse tipo de bike, o que me porporcionaria maior conforto na pedalada. Mas antes de gozar desse conforto esse quadro me fez quebrar a cabeça, na hora da adaptação tive uns probleminhas que vou mostrar como resolvi.

Fui a bicicletaria e conversei com o vendedor sobre a possibilidade de colocar o bagageiro na MTB, primeiro tentativa de desencorajamento foi pela questão estética (que merece um post só para ela),  a segunda foi pela falta de local para prendê-lo.  Mas o vendedor deu uma dica importante, suas palavras foram: “arrume um jeito de prender, mas evite a blocagem” (blocagem é o parafuso que prende a roda atráves de um sistema de pressão, muito usado nas bikes mais novas) –  a blocagem já suporta o peso do corpo do cilista e um acréscimo direto de carga nesta região poderia diminuir a vida útil do sistema: cubo e blocagem.

Está desenhado o primeiro desafio: fugir da blocagem. Do lado esquerdo havia os buracos no quadro para a clocação do sistema de freio a disco – maravilha, seria este o local para fixar. Mas e o lado direito? Já tinha o cambio… passa o cabo que tensiona a troca de marchas…  não havia lugar!

A única solução seria um bom e velho RTA (recursto técnico alternativo) e nesta campanha eu utilizei dois RTA’s:

Os RTA's - por favor não é ganbiarra. rs

RTA 1-  duas braçadeiras juntas  (para aumentar a resistencia) que prendem cano de 1/2 polegada para abraçar o quadro, R$0,50 cada. Protegi a região com um pedaço de câmara de ar, o que ainda ajudou para aumentar a aderência das braçadeiras. E assim apareceu um suporte, na mesma altura do lado esquerdo, que me daria a possibilidade de prender a base do bagageiro. (ver foto)

Pronto, a base estava pronta. A parte superior do bagageiro se prendia em dois furos que já haviam no quadro.

Ao pedalar com o bagageiro e o alforge tive a preocupação de olhar a distância deste último para o perímetro que o movimento do meu pé faria, mas não me preocupei com o lugar onde ele estaria em relação a roda.  Resultado: por umas 3 vezes parei durante a pedalada para desagarrar o alforge da roda, isso ainda me custou uma roda traseira empenada.

Desafio 2 – uma haste de proteção para o alforge não se prender na roda.  Solução : RTA2.

RTA 2 – uma haste em formato de V que segura paralamas de bicicletas barra forte (me custou R$2,50), dois parafusos com ruelas e uma forcinha para dobrar a haste. Prendi uma das extremidades da haste na parte de baixo do bagageiro do lado esquerdo e do direito, e o vértice na parte superior.

Problemas resolvidos, agora é pedalar sem preocupação.  Vejam o resultado final:

Clementina com bagageiro e alforge - pronta pra viajar

Clementina com bagageiro e alforge - pronta pra viajar

ps.: vale destacar que no caso de Joelma (a bike do André) não houve necessidade de nenhuma dessas adaptações. Por ser uma bicilcleta projetada para o cicloturismo ela já veio de fábrica com todas esses “problemas” pensados e resolvidos. Por isso vale falar novamente, quando for comprar uma magrela: “você tem que saber qual vai ser a utilidade que dará a bicicleta…”

Barba, paz.

Na zona rural

êeee mundo véio com portêeera!

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SONHO BEM PERTO…

Não há uma vez que eu e o André nos encontramos para pedalar que não mencionamos sobre a tão sonhada viagem pelo caminho velho da Estrada Real. Na verdade nossas pedaladas são uma espécie de preparação disfarçada de lazer, ou um lazer que pode vir a ser uma preparação para fazer esse percurso, não sei bem como definir.. rs Mas quem sabe no fim do ano estaremos lá.

Mas o fato é que vislumbrar a possibilidade de percorrer esse caminho me anima a cada dia.  E para tentar mostrar para nossos queridos amigos leitores deste blog o que me encanta nessa “loucura” – como varios já se referiram  – de 600km, vai o video de uma reportagem feita por Antonio Olinto Ferreira pela Estrada Real – de Paraty à Ouro Preto. Vale a pena conferir o site deste adepto da bike que já deu a volta ao mundo em cima de duas rodas   (www.olinto.com.br ) – para mais informações sobre essa odisséia aguarde nossa próxima dica de livro.

Enquanto isso deliciem-se com essa reportagem que ficou mto bacana.

PARTE I

PARTE II

PARTE III

Barba, paz.

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