Pedal 40 graus

A semana que passou foi agitada com eventos pedaladas pelo dia mundial sem carro. Em alguns dias a ameaça de chuvas, especialmente em consequência dos dias quentes. Muito quentes. A chapa tá esquentando amigos. Acabo de voltar do trabalho e quase derreti pedalando.

Depois de um post sobre pedalar na chuva e no frio, a pedalada de hoje para o trabalho merece registro. Pedalar no calor pra mim é mais complicado do que no frio e na chuva. Tudo bem que nunca experimentei pedalar no frio extremo (neve, temperaturas negativas etc), mas no calor, sim. Vamos então a algumas dicas, a partir do que venho percebendo nas minhas pedaladas.

Primeiro e previsivelmente, o protetor solar. Ele não vai te impedir de ficar com aquela belíssima marca de camiseta e de bermuda, mas obviamente vai te proteger do sol forte. Alguns se incomodam, mas já estou acostumado com o look “zebra”, causado pelas várias marcas diferentes de bermudas, shorts e camisas. Utilizo protetor solar durante todo o ano, não importa se o tempo parece meio nublado ou não. Em pedaladas longas, aplico várias vezes, geralmente a cada 40 min ou quando sinto necessidade.

Outro fator fundamental é a hidratação. Ando sempre abastecido, não pode faltar água de jeito nenhum. Mais uma vez, as pedaladas longas exigem preparação especial. Nessas (acima de 2 horas), costumo levar além de água, bebidas isotônicas, geralmente Gatorade ou água de côco. Certa vez pedalando para Caeté sob sol forte, tomei cerca de 4 litros e meio de líquidos durante todo o percurso, e foi o que me salvou de uma insolação. A dica é conhecida: beber um gole d’água a cada 10 ou 15 minutos, mesmo não estando com sede. Quando nosso corpo sente sede é sinal que já estamos sofrendo por alguns processos de desidratação.

Outra coisa são as caramanholas, as famosas garrafinhas. Já tive modelos térmicos ou de alumínio, que conservam a temperatura por mais tempo. Atualmente pedalo com as de plástico, daquelas que você não precisa nem mais comprar, pois em tudo que é lugar que vai ganha uma de brinde. Sejam de melhor qualidade ou as de brinde, uma hora ou outra o calorão vai fazer você pensar que está tomando chá, e não água. Já me acostumei com isso, e realmente não me incomodo. Quando quero tomar água mais gelada, deixo a garrafinha no congelador ou coloco gelo. Mas não dura muito tempo não.

A nota chata é que Joelma (minha bike) tem apenas um espaço para garrafinhas. Pra mim esse é um dos poucos pontos fracos da Caloi City Tour. Uma bike desenvolvida para cicloturismo e pedais de longa distância não deveria vir com furação pra apenas uma caramanhola. Nas minhas pedaladas tenho levado outra caramanhola na mochila, o que as vezes é incômodo. Quando estiver com mais tempo vou descolar um lugar para adaptar mais uma.

Espaço para apenas uma garrafinha...

Espaço para apenas uma garrafinha...

... e com a bolsa de quadro, as opções para adaptação ficam reduzidas.

... e com a bolsa de quadro, as opções para adaptação ficam reduzidas.

Outra possibilidade são as mochilas de hidratação. Já utilizei e ainda tenho uma. O ponto positivo é a água que mantém sua temperatura por mais tempo, além do fácil acesso (canudinho) podendo beber água sem tirar as mãos do guidom (o que também não é nenhum fim do mundo, no caso de se utilizar caramanholas). Além disso tem a capacidade, variando entre 1 até 3 litros, a depender do modelo. O ponto negativo é a própria mochila, que parece pouco, mas passa a me incomodar a medida que aumenta o tempo e a distância das pedaladas. Tenho gostado de pedalar longas distâncias sem nada nas costas.

Além disso, roupas claras, viseiras no capacete ou bonés, além é claro, dos óculos escuros, que ajudam bastante a pedalar sob o sol forte. Tudo pronto para pedalar faça muito ou pouco sol.

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