Joelma 4000

O tempo anda curto, mas Joelma completou hoje 4000 km. Vai passar o feriadão na oficina. Vou ver se economizo dessa vez, espero que não precise trocar muita coisa, pois a grana tá curta, e não tenho andado muito. Mas a medida que vai aumentando a quilometragem, aumenta o desgaste das peças que vão chegando próximas ao limite de sua vida útil. Joelma precisa de pedais novos (o pedal direito está rachado e não deve durar muito). Vou encarar mais uma troca de corrente, e ver como o conjunto catraca e coroa recebe. Se der certo, mais 2000km com o mesmo conjunto.

Vamo que vamo, devagar e sempre…

Mecânico por um dia

Impressionante as conspirações do universo. Seja coincidência ou seja o destino, hoje uma série de acasos me fizeram vivenciar minha primeira experiência mais elaborada como mecânico. Antes disso, apenas um remendo de pneu aqui e outro ali, além de uma ou outra regulada nos freios.

Saí pro trabalho levando meu kit macgyver – coisa que nunca faço em deslocamentos para o trabalho, pois o caminho é bem curto, apenas 4km e pouco. Na volta, animado, resolvi tomar o caminho mais longo, passando pela ciclovia. Eis que encontro um grupo de meninos com uma bicicleta no chão. Perguntei se precisavam de ajuda, e vi que a corrente da bicicleta tinha arrebentado.

Sem hesitar, tirei o alicate e preparei o extrator de corrente. Confesso que bateu um certo medo, pois sou um zé mané com habilidades manuais, especialmente as mecânicas. E percebi outra coisa (óbvia): de nada adianta o ciclista bem equipado, se não sabe usar suas ferramentas. A extração do elo arrebentado foi tranquila (que ferramenta boa!), já o encaixe da corrente deu um trabalhinho. Exigiu um trabalho coletivo de 3 pessoas (além de mim), entre iluminadores (estava escuro), um pra segurar a corrente e outra boa alma que estava passando e me ajudou com a logística do “empurrar o pino” com a ferramenta.

Bom, saí de lá empolgado, e com a boa ação do dia feita. Fiquei logo pensando no caso disso acontecer em uma viagem ou trilha, num local isolado. Não é uma situação que acontece com frequência (ainda bem), mas é legal estar preparado pra não ter a primeira experiência quando a coisa estiver valendo mesmo.

Por isso, segue um vídeo sobre como extrair e emendar a corrente da bike. Atenção para a utilização da ferramente (a partir de 2 min e 33s).

O beco

Ontem finalmente consegui pedalar sem ser indo pro trabalho. Aproveitei pra brincar com a câmera e fazer esse vídeo. Fiz 6 descidas seguidas em uma rua estreita (cabe apenas um carro pequeno) e pouco movimentada aqui do bairro. São duas descidas em cada resolução da câmera. O beco é feito de duas descidas: a primeira maior, uma breve reta e o segundo tobogã, onde se atinge a velocidade máxima. Na primeira descida fiz 46 km/h. Na última apesar de mais cansado (tinha que subir pra descer de novo) estava mais acostumado e cheguei a 50,1Km/h. Bom teste pros freios também, pois há poucos metros da última descida tem uma curva fechada.

O vídeo fica melhor se assitido no modo widescreen, que foi o formato que editei.

A trilha sonora veio na minha cabeça quando estava descendo. Se chama  Here It Goes Again, da banda Ok Go. Eles fizeram um videoclipe muito massa, onde a banda faz uma coreografia em esteiras de ginástica.

Pelado pelado, nu com a mão na bike

Foto: Eduardo Green

No dia 13 passado (sábado), aconteceu o 3º World Naked Bike Ride, ou Pedalada Pelada,  em São Paulo. Mais uma vez a polícia usou de truculência para conter ciclistas pelados com alto grau de periculosidade. A foto é do Flickr do Eduardo Green. Clicando nela você é direcionado pro álbum completo, com muitas fotos bem legais. Abaixo alguns links pra quem quiser saber mais.

http://ciclovencaourbana.blogspot.com/2010/03/voce-ai-parado-vem-pedalar-pelado.html

http://wiki.worldnakedbikeride.org/index.php?title=3%C2%B0_Pedalada_Pelada_-_S%C3%A3o_Paulo_2010

Aqui o evento pelo mundo

http://wiki.worldnakedbikeride.org/index.php?title=Main_Page

Absurdo!

Acabo de chegar do trabalho triste, e resolvi fazer um breve desabafo.

Agora a pouco, ao pegar Joelma no bicicletário pra voltar pra casa, um susto. Joelma foi molestada! Arrebentaram minha gambiarra que fiz como suporte para a buzina. Os pedaços de câmara de ar estavam em retalhos no chão e a buzina pendurada. Felizmente não levaram nada. Fiquei alguns minutos tentando entender a cena, e como alguém poderia ter feito uma coisa dessas. Procurei minusciosamente pra ver se nao tinham levada nada, mexido em alguma regulagem… Creio não ter sido tentativa de roubo, mas simplesmente e infelizmente um ato de vandalismo no melhor estilo “espirito de porco”.

Vamos ver, agora vou ficar sempre com o pé atrás de deixar ela lá. Se não me engano lá tem câmeras de segurança. Vou tentar ver quem foi o danadinho que bolinou minha bicicleta. Aff…

Encontro com a Princesa

Essa é pra matar a saudade. Vendo esse comercial antigo da Monark aparece um modelo chamado Princesa (aos 29 segundos). Tivemos uma dessas na praia. Tinhamos um monte de bicicletas velhas, cada uma de uma marca/modelo e saíamos os primos e amigos todos pedalando pela cidade. Princesa se tornou famosa ao longo de nossas pedaladas. Numa delas um pequeno acidente resultou na perda de uma preciosa parte do corpo de meu primo Pedro (a tampa do dedão do pé – rs). Em outro grande momento, meu primo Pedro (na garupa, com o dedão do pé 100%) e um amigão chamado Wilsinho (pedalando) eram motivo de chacota por estarem pedalando com uma bike chamada Princesa. Com o orgulho ferido e o pé quente, eles ligaram o turbo da Princesa e ultrapassaram todo mundo num sprint digno de prova de ciclismo. A esticada terminou com um capote, cuja maior sequela foi o surgimento da Lenda da Princesa que sobrevive firme e forte, aparecendo de vez em quando nas lembranças da infância. Ô época boa sô!

Da série: eu não sei andar de bicicleta

O que esse cara faz nos trilhos do trem (1’00 até 1’30”) e no final do vídeo? Insano…

Uma nota triste e uma vida bela

Recebi a notícia nas listas de cicloturismo das quais participo. Faleceu no México durante a sua volta ao mundo o cicloturista Valdo, o Valdo da bike. Não o conheci pessoalmente, mas acompanhei muitas de suas viagens pelo mundo (relatadas em livros e na internet), bem como seu último projeto.

Valdo da bike. Fonte: site Pedalando pela Paz

Pra quem quiser acompanhar as belas viagens de Valdo, basta clicar em http://sites.google.com/site/diariodovaldo/

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