Ciclovia da Savassi – percurso completo

Como prometido, o percurso completo da ciclovia da Savassi (2,8km), no sentido Savassi – Santa Efigênia. Como o vídeo é longo (9min) salvei numa resolução mais baixa.

Bom passeio e bom fim de semana a todos!

Ciclovia da Savassi: pela educação das sensibilidades

A ciclovia da Savassi aqui em BH foi inaugurada no último dia 03/09. Parte dela acompanha meu caminho para ir ao trabalho (com alguns desvios), então na última terça (06/09) estreei o trajeto. Fiquei extremamente incomodado com algumas coisas, e no sábado passado no finzinho da tarde resolvi dar mais uma passeada por ela, agora em toda sua extensão, e filmei pra colocar aqui. Pedalei bem mais tranquilo, mas com muitas questões que gostaria de dividir com outros ciclistas e não ciclistas que aparecem por aqui.

  1. Primeiro as coisas boas. A ciclovia está novinha, é linda, com um caminho sinuoso, bonito, uma delicia de pedalar. É uma ciclovia numa zona nobre da cidade, e mais, em uma cidade totalmente voltada para os carros onde a presença da bicicleta sempre foi desacreditada pela questão do relevo. Mas isso é assunto pra outro post (rs).
  2. A primeira impressão que tive ao pedalar em dia de semana e na hora do rush(18:30) foi a de caos e insegurança. Pessoas paradas na ciclovia, conversando, atravessando sem olhar pra nenhum dos lados, carros que não diminuíam a velocidade nos cruzamentos. Cheguei no trabalho com a conclusão que era mais seguro pedalar no trânsito do que na ciclovia.
  3. Ao pedalar no sábado e pensar mais um pouco, vi que esse é um processo lento, mas que pode demorar mais ou menos a depender de como vivemos e nos percebemos na cidade. Na minha opinião o caminho passa pela educação das sensibilidades. Como pode uma pessoa que mora, trabalha ou estuda na região, que sempre transitou por ali, não perceber que o asfalto cinza escuro de antes agora convive com um caminho lindo, colorido de verde e vermelho? E mais, como ficar indiferente a isso? Porque é isso que acontece. Os pedestres caminham ou param no meio da ciclovia, não olham para os lados, não percebem que aquele é um espaço no qual bicicletas transitam. Já os motoristas também continuam da mesma forma, indiferentes como sempre, sem reduzir a velocidade ao passar pelos cruzamentos, entre outros descuidos.
  4. Apesar de todos os problemas, como eterno otimista, acredito que a ciclovia  vai pouco a pouco se integrar ao cotidiano da cidade. A ciclovia é novíssima, tem pouco mais de uma semana, e leva tempo para todos se acostumarem. Suas condições de utilização não serão nunca perfeitas, assim como o trânsito fora dela também não é e nunca será. Acredito que se os ciclistas se apropriarem dela, sua utilização junto a companhas educativas por parte do poder público vão fazer com que as regras de convivência melhorem.
Segue o vídeo abaixo. Editei alguns momentos mais conflitantes do passeio pra ilustrar o que escrevi aqui no post. Depois vou colocar outros dois vídeos (um da ida e outro da volta) completos, sem cortes, pra quem quiser curtir o rolé completo, que é bem legal!
E você? Já usou a ciclovia da Savassi? Sua cidade tem ciclovia? Qual a sua opinião?

Veja como foi a Pedalada Musical em BH

No último sábado, eu e Ciça estivemos na Pedalada Musical aqui em BH. Na minha opinião um dos eventos de bike mais organizados e sem dúvida o mais divertido que eu já fui. Muita música, animação, e o pessoal no maior alto astral! Parabéns ao organizadores do evento.

O passeio estava cheio (acredito que por volta de 200 ciclistas!) e é sempre uma oportunidade para ver as bikes criativas e inusitadas! Editei um pequeno vídeo abaixo. Detalhe para uma reclinada de bambu (isso mesmo!) que aparece a partir de 1’50” (tirei duas fotos, que vou colocar no próximo post).

Outros links sobre a Pedalada Musical 2001: http://bemvindocicloturista.com.br/blog/2011/05/27/pedalada-musical-bh-2011/

Que venham mais pedaladas!

P.S. – Você foi ao evento? O que você achou?

P.S. 2 – Você conhece o ciclista que pedalou a reclinada de bambu? Se souber o nome ou o contato, me manda por favor…

Atualização as 10:11prontamente o pessoal do Mountain Bike BH já me respondeu. O dono da reclinada de bambú é o Nino Coutinho, de Itabira. Parabéns pela bike Nino!

Pedal no Lago Negro

Vídeo do passeio de bicicleta que eu e Ciça fizemos em Gramado (RS) em março deste ano. Detalhe para a música e o sub…, digo, as bicicletas amarelas.

Relato: Pedal em Araxá(MG)

Ao chegar em Araxá a chuva parou e estava bem animado pra pedalar. Segui as placas e fui até o centro de informações turísticas. Lá peguei um mapa da cidade e outro do circuito Serra da Canastra, pois ainda pensava em ir para Jaguara por caminhos alternativos.

Com os mapas em mãos, dei uma volta pelo centro e quis logo conhecer a estância hidromineral do Barreiro, com as fontes de água e o Grande Hotel da cidade. Estava adorando a sensação de pedalar com a bike carregada (vou falar mais sobre isso depois). Nas descidas ela ficava bem estável, pegava velocidade facilmente. Nas subidas ia desenvolvendo bem, pois as pernas estavam empolgadas.

Grande Hotel de Araxá

Pouco antes de entrar na fonte Dona Beja

Fonte de água sulforosa: um lugar lindo...

... mas o cheiro e o gosto da água...

O lugar é simplesmente lindo, majestoso. Pedalei pelo entorno do hotel, visitei as fontes de água, e tirei a maior onda no SPA do Hotel, que é aberto a visitantes: tomei um banho na piscina emanatória, com água quentinha, onde fiquei morgando até o finzinho da tarde.

 

Piscina emanatória: água a 37ºC

Em meu primeiro dia pedalei uns 25km por Araxá. Já havia me informado que a cidade não possuía camping, e logo a noite fui para a pousada do SESC, que recomendo pela qualidade e preço. No dia seguinte sairia de bike, cedinho, pro trecho mais longo de pedalada até o Parque Náutico da Jaguara.

continua…

Descida x Subida

E vice versa.

O tema não é controverso, apenas uma questão de gosto.

Alguns preferem descer, e outros, subir.

Na descida,  a sensação de liberdade, vento no rosto. Momento do descanso, de curtir o caminho, ou de sentir a tensão de controlar a bike em alta velocidade.

Na subida o esforço, a paciência, e frequentemente o cansaço. Alguns empurram sem problemas, outros gastam a última gota de suor – e as vezes de orgulho – pra não colocar os pés no chão e caminhar com a magrela morro acima.

Diria que me encontro quase no meio termo, tendendo um pouco mais para as subidas.

Mas no fundo, gosto mesmo é do caminho.

E você? Prefere o que?

Cicloturismo: Belo Horizonte – Jaboticatubas (relato)

Aproveitei a empolgação de um ano de blog e domingo fui fazer um baita pedal. Pedalei 150km, incluindo nesse percurso uma pequena cicloviagem até Jaboticatubas, a 65km de BH. Deixo o post sobre pedaladas longas pra depois, e agora me dedico aos 65km desse passeio bem bacana.

Saí as 5:45 da manhã. Escolhi ir pela Via 240, uma estrada que inicia na Av. Cristiano Machado, na altura da estação de metrô de São Gabriel. A Avenida emenda com a rodovia MG-20, e bastou seguir na estrada para chegar em Santa Luzia (+-30km de BH).

O sol nascendo e a neblina entre BH e Santa Luzia

Em Santa Luzia vale uma passada pelo centro histórico, que inclusive é parte do caminho para Jaboticatubas. Basta seguir as placas, que aparecem com frequência.

Em Santa Luzia, a Casa do Centro de Artesanato...

...e a Capela do Bonfim, no centro histórico.

A saída de Santa Luzia para Jaboticatubas também é feita pela MG-20. Aí é o percurso mais bonito da viagem. A estrada fica com cara de estrada (de BH para Santa Luzia as cidades praticamentes se emendam), aparecem fazendas, lagos e as montanhas bonitas de Minas. São mais 33 Km de estrada até chegar em Jaboticatubas. A cidade faz parte do Circuito Estrada Real e da Serra do Cipó. Abaixo um vídeo com uma volta pela pracinha no centro da cidade, e algumas fotos.

Joelma no portal da pracinha de "Jabo"

A igreja da cidade...

... e a padroeira, Virgem Maria, homenageada na praça.

Dicas sobre o passeio:

  • O percurso é todo em asfalto, e  a única parte com acostamento é o trecho BH- Santa Luzia (inclusive com alguns trechos da rodovia em obras). O trecho Santa Luzia – Jaboticatubas demanda um cuidado redobrado, pois não possui acostamento e ainda tem um trecho em obras onde está funcionando apenas uma pista. Por outro lado, a rodovia (MG 20) é pouco movimentada.
  • Não utilizo GPS, mas tive a impressão de um percurso relativamente equilibrado entre subidas e descidas. Fui e voltei com a mesma média de velocidade (20km).

É isso. Separei mais fotos e estou editando alguns vídeos da viagem pra postar depois. Ficaram muito bons!

Cachorro de roça

Sai super empolgado para uma pedalada faz pouco mais de um mês, no feriado de 21 de abril. Estava animado pra pedalar muito, e levei a câmera pra registrar um pedacinho de estrada de terra e trilha na zona rural, saindo de Sabará rumo a Caeté. Seria meu primeiro registro em terra/trilha com a câmera de capacete.

Resultado: saí atrasado, tive que encurtar o pedal, tinha hora pra voltar e tava uma neblina danada. A neblina entrou no espacinho entre a câmera e a caixa onde ela fica protegida, e com o calor embaçou a imagem. Eu é claro, só descobri quando cheguei em casa e fui ver as imagens. Fiquei fulo da vida, mas antes de deletar os vídeos resolvi editar alguns segundos desse meu pedal “loser“, mais especificamente o momento de meu encontro com o terror de muitos ciclistas.

Senhoras e senhores: com vocês, o cachorro de roça.

P.S. – Acho que mantive bem a calma, pois apesar da neblina não mostrar, percebi o ataque de longe. Sem gritos, pânico ou respiração ofegante. A tentativa de chute (praticamente imperceptível rs) foi provavelmente instinto de proteção.

P.S.2 – Segundo estudiosos da Lei de Murphy aplicada ao ciclismo, alguns cachorros de cidade grande podem eventualmente apresentar tal comportamento (presente em 100% dos cachorros de roça). Afinal, é uma questão de ethos: o cachorro pode sair da roça, mas a roça não sai do cachorro.

O beco

Ontem finalmente consegui pedalar sem ser indo pro trabalho. Aproveitei pra brincar com a câmera e fazer esse vídeo. Fiz 6 descidas seguidas em uma rua estreita (cabe apenas um carro pequeno) e pouco movimentada aqui do bairro. São duas descidas em cada resolução da câmera. O beco é feito de duas descidas: a primeira maior, uma breve reta e o segundo tobogã, onde se atinge a velocidade máxima. Na primeira descida fiz 46 km/h. Na última apesar de mais cansado (tinha que subir pra descer de novo) estava mais acostumado e cheguei a 50,1Km/h. Bom teste pros freios também, pois há poucos metros da última descida tem uma curva fechada.

O vídeo fica melhor se assitido no modo widescreen, que foi o formato que editei.

A trilha sonora veio na minha cabeça quando estava descendo. Se chama  Here It Goes Again, da banda Ok Go. Eles fizeram um videoclipe muito massa, onde a banda faz uma coreografia em esteiras de ginástica.

Meu novo brinquedo

Realizei hoje um sonho que tenho desde as minhas primeiras pedaladas. Comprei uma câmera pra capacete! Tô aprendendo ainda a mexer no brinquedinho, que tem muitos recursos. Achei simplesmente sensacional. A qualidade do vídeo excelente (perdeu um pouco na conversão do Windows Movie Maker e do Youtube, pra ficar pequeno), o sistema de captação de som não deixa aquele chiado de vento. Tem também o modo câmera que tira fotos a cada 2, 5, 10, 15, 30 ou 60 segundos (podendo também tirar 3 fotos por vez)… Muito massa!

Abaixo deixo o primeiro teste, feito hoje. Filmei toda a ida e a volta, mas separei dois videozinhos curtos. O Trânsito estava um caos. Na ida para o trabalho chuva e na volta engarrafamento típico de sexta-feira em BH quando chove.

Agora é experimentar! Que alegria! hahah

E pra quem se interessa por filmar as pedaladas basta clicar em www.goprocamera.com

Câmera fixada no capacete

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