RTA’s em alto estilo

As fotos acima são do site Bikehacks, que é todo dedicado aos recursos técnicos alternativos (RTA’s). Tem muita coisa maluca e também ótimas idéias, como esse suporte para transporte de cargas, da última foto.

Vale a visita!

Estilo. Muito estilo!

Quando cliquei essa bike em Canela (RS) fiquei louco. Olha só que demais o RTA (recurso técnico alternativo, muitas vezes chamado depreciativamente de “gambiarra”) que o dono dessa bicicleta fez. Ele aproveitou o bagageiro e soldou um banco acolchoado grande. Detalhe também pro mecanismo de suspensão. Indecente!

Mais RTA’s

Nesse fim de ano vamos dar uma ajeitada no blog, tentando implementar umas coisinhas pra funcionar melhor. Devido ao estrondoso sucesso do mundo das gambiarras, quem quiser agora pode navegar apenas nos posts destinados aos recursos técnicos alternativos. Basta clicar no RTA, na seção de categorias à direita.

RTA’s: proteja e sonorize sua magrela

Nunca fui muito jeitoso com essas coisas de ferramentas e mecânica, mas resolvi postar aqui dois RTA’s (“recursos técnicos alternativos”, também conhecidos carinhosamente como “gambiarras”) muito simples, além de ecologicamente corretos. Faremos hoje um suporte para buzina elétrica e um protetor de quadro. A base dos dois RTA’s será câmara de ar usada, além de algumas abraçadeiras (quelas tiras de plástico usadas para prender acessórios etc).

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Câmaras de ar inutilizadas? Não com esses RTA's

1 – Suporte para buzina

Eu gosto bem dessas buzinas elétricas. Não tem o barulho exagerado das buzinas a ar e nem o som fraquinho das campanhias (aquele clássico “trim-trim” das bicicletas). Prefiro prendê-la na parte da frente do quadro, pois o som sai mais vivo em meio ao trânsito da cidade (meu cumpadre Barba fez também uma ótima adaptação de buzina, colocando debaixo do selim). Resolvi então fazer um suporte e prender a buzina. Primeiro eu envolvo  a parte dianteira do quadro esticando e enrolando uma tira de câmara de ar bem apertada, prendendo a extremidade com a abraçadeira. Se preferir pode usar uma em cada extremidade da proteção. Muito cuidado para a câmara de ar não encostar nos cabos de freio e marcha que passam pelo quadro.

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Proteção onde será apoiada a buzina

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Depois, apoio a buzina na proteção e faço o mesmo processo, envolvendo agora a buzina na parte protegida, utilizando uma tira mais fina e maior de câmara de ar. O acabamento é tosco: simplesmente passo a ponta da câmara de ar sob uma das camadas inferiores que foram esticadas. Dessa forma posso tirar com mais facilidade sempre que levo a bike para a revisão. Uma outra forma de prender a ponta da câmara pode ser com cola e remendo de pneu, mas caso precise tirar a buzina só cortando com tesoura.

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Estique bem a câmara de ar enquanto envolve a buzina

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Resultado final: buzina firme e facilmente removível, se necessário

2 – Protetor de quadro

Os protetores de quadro são uma ótima pedida, pois evitam que a corrente e outras pancadas arranhem e danifiquem a parte inferior do quadro. Nas lojas são geralmente de pano e velcro e custam em torno de R$ 20,00. O modelo abaixo segue a mesma linha do primeiro. Corte algumas tiras de câmara de ar usada e envolva firmemente o quadro. Prenda as extremidades com abraçadeiras.

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Antes: quadro desprotegido

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Protegendo a bike: uma tira de câmara de ar e 3 abraçadeiras

Não se esqueça de cortar as sobras da abraçadeira com uma tesoura. Pronto! Um protetor barato, de ótima qualidade (a borracha protege muito bem), e com material que provavelmente iria pro lixo.

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Problemas e soluções…

Como diz a propaganda são as perguntas que movem o mundo… então vou dividir com vocês algumas perguntas que me fiz e as soluções que cheguei…

Como já foi mencionado pelo André em um post anterior, a Clementina (minha companheira de duas rodas) ganhou uma garupa e um alforge. Mas isso foi a custa de muito pensar sobre a melhor forma de adaptar em uma MTB esses acessórios. Falo isso pois esse tipo de bicicleta não apresenta em sua estrutura os locais necessários e próprios para a fixação de bagageiros. Lembro-me quando fui montar Clementina uma das coisas que mais ouvi foi: “você tem que saber qual vai ser a utilidade que dará a bicicleta…” ( não é mesmo André). Então, já fica de cara essa dica pra quem tá pensando em trocar de bike ou comprar uma.

A Clementina é uma MTB clássica que será usada para cicloviagens, logo é necessário o bagageiro e alforges. Seu quadro foi escolhido pela resistencia e leveza típica desse tipo de bike, o que me porporcionaria maior conforto na pedalada. Mas antes de gozar desse conforto esse quadro me fez quebrar a cabeça, na hora da adaptação tive uns probleminhas que vou mostrar como resolvi.

Fui a bicicletaria e conversei com o vendedor sobre a possibilidade de colocar o bagageiro na MTB, primeiro tentativa de desencorajamento foi pela questão estética (que merece um post só para ela),  a segunda foi pela falta de local para prendê-lo.  Mas o vendedor deu uma dica importante, suas palavras foram: “arrume um jeito de prender, mas evite a blocagem” (blocagem é o parafuso que prende a roda atráves de um sistema de pressão, muito usado nas bikes mais novas) –  a blocagem já suporta o peso do corpo do cilista e um acréscimo direto de carga nesta região poderia diminuir a vida útil do sistema: cubo e blocagem.

Está desenhado o primeiro desafio: fugir da blocagem. Do lado esquerdo havia os buracos no quadro para a clocação do sistema de freio a disco – maravilha, seria este o local para fixar. Mas e o lado direito? Já tinha o cambio… passa o cabo que tensiona a troca de marchas…  não havia lugar!

A única solução seria um bom e velho RTA (recursto técnico alternativo) e nesta campanha eu utilizei dois RTA’s:

Os RTA's - por favor não é ganbiarra. rs

RTA 1-  duas braçadeiras juntas  (para aumentar a resistencia) que prendem cano de 1/2 polegada para abraçar o quadro, R$0,50 cada. Protegi a região com um pedaço de câmara de ar, o que ainda ajudou para aumentar a aderência das braçadeiras. E assim apareceu um suporte, na mesma altura do lado esquerdo, que me daria a possibilidade de prender a base do bagageiro. (ver foto)

Pronto, a base estava pronta. A parte superior do bagageiro se prendia em dois furos que já haviam no quadro.

Ao pedalar com o bagageiro e o alforge tive a preocupação de olhar a distância deste último para o perímetro que o movimento do meu pé faria, mas não me preocupei com o lugar onde ele estaria em relação a roda.  Resultado: por umas 3 vezes parei durante a pedalada para desagarrar o alforge da roda, isso ainda me custou uma roda traseira empenada.

Desafio 2 – uma haste de proteção para o alforge não se prender na roda.  Solução : RTA2.

RTA 2 – uma haste em formato de V que segura paralamas de bicicletas barra forte (me custou R$2,50), dois parafusos com ruelas e uma forcinha para dobrar a haste. Prendi uma das extremidades da haste na parte de baixo do bagageiro do lado esquerdo e do direito, e o vértice na parte superior.

Problemas resolvidos, agora é pedalar sem preocupação.  Vejam o resultado final:

Clementina com bagageiro e alforge - pronta pra viajar

Clementina com bagageiro e alforge - pronta pra viajar

ps.: vale destacar que no caso de Joelma (a bike do André) não houve necessidade de nenhuma dessas adaptações. Por ser uma bicilcleta projetada para o cicloturismo ela já veio de fábrica com todas esses “problemas” pensados e resolvidos. Por isso vale falar novamente, quando for comprar uma magrela: “você tem que saber qual vai ser a utilidade que dará a bicicleta…”

Barba, paz.

RTA´s – recursos técnicos alternativos

Existem alguns macetes que apredemos nas conversas com pessoas mais experientes, as famosas gambiarras ou RTA´s.   No dia que fui comprar a bomba para encher o pneu de Clementina o rapaz que me vendeu sugeriu que eu colocasse um carrapicho, ou velcro, envolvendo a bomba juntamente com o suporte e o quadro, o que me daria mais segurança de não perder o material adquirido.  Não hesitei, comprei o velcro e confeccionei o RTA.

Realmente para quem pedala em trilhas e terrenos acidentados em geral, o velcro na bomba dá uma segurança de saber que quando precisar ela estará presa no quadro e não perdida pelo caminho.

Além do suporte, o velcro passa pelo quadro dando mais segurança.

Além do suporte que prende a bomba, o velcro passa pelo quadro dando mais segurança.

Para confeccionar o RTA foi tranquilo. Comprei 1 metro de velcro, que saiu baratinho, uns 2 reais. Costurei uma parte para que fique constantemente presa e deixei o resto livre para envolver o quadro.

Bomba presa.. é só pedalar.

Bomba presa.. é só pedalar.

O velcro passa entre o suporte da caramanhola e o quadro, “abraça” a bomba e o quadro.

Fácil, seguro e barato.

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